sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ÁPICE

ÁPICE

Te rodeando devagar
Olhando, mirando teus lábios
Sentindo o cheiro do teu pescoço
Pondo as mãos em teus ombros
Te descendo as alças
Pra que nada cubra teu corpo
Enroscar em teus cabelos
Suavemente viajando em prazer.

Sentir tua pele suada e arrepiada
Teus lábios entreabertos
Esperando o esperado beijo
Teu olhar perdido e feliz
Teu corpo leve, sem estabilidade
Ah, enfim o fim da tortura,
Enfim um beijo, sem pressa
Aquele beijo que quase não se toca
Só se sente aos poucos.

O mundo acabando lá fora
E dois corpos isentos do fim
Movimentos precisos sem pressa
Precisão Suavemente sentida
Os corpos se entendem, agem só
A mente viaja junto, ida sem volta
Unhas que rasgam sem dor
Dentes que mordem beijando
Suor sem esforço, excesso, amor.

No final nada acaba, o suspiro
Os olhares mudam, satisfação
Desejos maiores virão
Dentes prendem os lábios
Os olhos com cinismo se procuram
Os corpos cansados se renovam
O minuto passado perde lugar
O minuto seguinte parece melhor.

Na cama, nada melhor que sonhar
Sem dormir, sem acordar
Na cama nada mais tem lugar,
Na cama a vida renasce amando.

Ah, teu cheiro de corpo único
Teus lábios úmidos me secam
Teu olhar me puxa sem permissão
Meu corpo te obedece, escravo teu
Que bom, o teu também é meu
Corpos donos de nós dois.

Embora que tudo perfeito se passe agora,
O fim de tudo isso me vem como uma glória,
O fim me venha sem demora, quero também o prazer sentir de te perder, quero a dor que o amor faz doer.

Troco fácil um amor por uma dor, ao menos assim sou mais sincero a mim, amor ilude, é bom só o momento.


José Mabson
05/01/2015


 

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